Chegamos a Cacela Velha já o Sol ia alto. Junto à igreja havia uma azáfama anormal. Tratava-se da produção de um filme pelo que puxei da câmara e comecei logo a filmar. Uma menina dirigiu-se a mim e perguntou-me se falava português (deve ser o cabelo loiro e os olhos azuis que me dão este ar de nórdico).
Então convidou-me para fazer parte do filme como figurante. E o cachet? perguntei. Um arroz de marisco, respondeu, que estava nas mesas desde manhã e que as moscas e abelhas não largavam. Acedemos ao pedido e lá nos fomos sentar no meu lugar de figurante.