Auschwitz-Birkenau, uma viagem ao passado para nunca esquecer.



Em maio do ano passado fomos a Katowice, na Polónia. Katowice é uma cidade com gente jovem, alegre e em franca renovação.
Igreja da imaculada Conceição
As igrejas em Katowice são muito bonitas. Alguns edifícios ainda são do tempo da 2ª Guerra Mundial. Quem leu alguma literatura sobre o holocausto (por exemplo "É isto um homem" de Primo Levi) não pode deixar de imaginar os oficiais Alemães (de folga) colocados em Auschwitz-Birkenau a passarem-se nas ruas ou bebendo nas esplanadas dos cafés.

Birkenau
A 40kms (40 minutos de carro) deparamos com esta imagem demasiadas vezes vista nos filmes sobre a 2ª Guerra Mundial. Uma coisa é ver os fotogramas outra coisa é estarmos em frente ao portão donde se entrava e não se saía. Para quem tem consciência do que ali se passou, a carga emocional é muito grande.
Uma viagem que deveria ser obrigatória para que a memória da humanidade nunca esquecer

Ao fundo desta linha estava a liberdade. Essa liberdade só a tiveram em 27 de janeiro de 1945 (pelo exército vermelho) alguns, que ficaram para contar a história e estórias do que ali se passou.
*Fotografia da época
Uma carruagem utilizada para transportar as pessoas para Birkenau. Difícil imaginar a vida a bordo de uma carruagem, sem janelas, apinhada de pessoas, numa viagem de vários dias.
As camaratas onde as pessoas se apinhavam para dormir
*Fotografia da época
Os pavilhões na atualidade
Os pavilhões (sem janelas) parecem não ter fim
Fotografias retiradas dos pertences dos prisioneiros
Fotos retiradas dos pertences dos prisioneiros (pormenor)
As câmaras de gás destruídas parcialmente pelos nazis antes de abandonarem o campo
Grupos de todo o mundo juntam-se aqui para homenagearem os seus antepassados
Birkenau é o maior cemitério do mundo. Estima-se que perderam aqui a vida entre 500.000 a 1000.000 de pessoas, na sua maioria judeus. É um local que deve ser visitado em silêncio. Não é preciso guia, pois, todos os locais explicam-se por si próprios ou tem explicação em Inglês. A área é tão vasta, que leva um dia a visitar.
Foi a visita que emocionalmente mais me marcou. Uma visita que incomoda, que nos faz sentir mal e nos envergonha porque somos humanos e capazes de exterminar. A história por vezes consegue ser muito pesada, apesar de nós Portugueses não termos tido culpa direta no holocausto (só fornecermos volfrâmio para fabrico das bombas alemãs).
Nem quero pensar na vergonha que passaria ao visitar o campo se tivesse nascido alemão.
* fotografias da imprensa. Todas as fotografias outras foram tiradas por mim.

Antonio Dulcídio

Artista plástico, pintor, fotógrafo, amante de viagens, blogger, vlogger e editor de livros. “As coisas boas da vida são feitas com arte”. Para os amantes de viagens que desejam se aventurar pelos cantos mais deslumbrantes do planeta.

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