Fomos visitar uma aldeia Karen a 30kms de Mae Hong Son na fronteira natural do rio Pai, entre a Tailândia e Myanmar, antiga Birmânia. O povo karen é o terceiro maior grupo étnico da Tailândia com uma população de 400.000 pessoas. São um povo originário de Myanmar, que começaram a migrar para a Tailândia no século XIX para escapar à perseguição e à guerra. É um povo com uma rica cultura e história. Falam várias línguas diferentes e praticam diferentes religiões, incluindo cristianismo, budismo e animismo.
A população é rural, e a maioria deles vive nas montanhas do norte da Tailândia. São essencialmente agricultores e vivem de subsistência e do turismo. As mulheres Karen também são conhecidas por mulheres de pescoço longo, pois usam anéis de metal para alongar ou dar ilusão de alongamento do pescoço. Esta tradição é hoje em dia, mais para turista ver que outra coisa, mas foi em tempos considerada um símbolo de beleza e status.
Os Karen têm uma longa história de luta pela independência. Foram perseguidos pelo governo birmanês por muitos anos, e foram forçados a fugir para a Tailândia. Na Tailândia, o povo Karen enfrenta discriminação e dificuldades, pois não têm direitos, nem passaporte pelo que não se podem deslocar livremente. Podem ir à cidade mais próxima fazer compras, mas só nas horas do dia com luz. Não podem andar de noite. Na realidade são apátridas pois Myanmar não os reconhece e Tailândia não lhes dá nacionalidade. A maioria vive em aldeias (campo de refugiados), abertas ao turismo, onde têm alguns apoios de ONGs internacionais, mas pouco mais. Vendem panos tecidos por anciãs e "recuerdos" feitos na China. Há pessoas a viver nas aldeias há mais de cinquenta anos. Apesar do exotismo não gostei da História nem do que vi.
